Confiança industrial deve seguir em alta no 1º tri

23/01/2020 | Valor Econômico

Prévia da sondagem da FGV aponta sinais de estoques mais baixos e uso mais elevado de capacidade instalada





A confiança industrial deve manter trajetória de alta, com potencial crescimento na produção do setor até o fim do primeiro trimestre. A análise partiu da economista Renata de Mello Franco, da Fundação Getulio Vargas (FGV), ao comentar a prévia da Sondagem da Indústria da Transformação, anunciada ontem pela fundação.






No levantamento, o Índice de Confiança da Indústria (ICI), síntese da sondagem, sinaliza alta de 1,1 ponto em janeiro deste ano ante dezembro do ano passado, para 100,5 pontos. Caso seja confirmada a elevação, será a primeira vez que o indicador atingirá 100 pontos (limite favorável) desde maio de 2018 (100,2 pontos).





Na prévia da sondagem, observou ela, há sinais de estoques mais baixos e uso mais elevado de capacidade instalada - o que, na prática, dá margem para aumento de produção, notou a economista. “A prévia mostra que, dentro de três a seis meses, podemos ter recuperação mais sustentável na confiança. Os indicadores de situação atual estão bem melhores do que em igual período no ano passado.”





Nos dois indicadores componentes do ICI, o resultado preliminar do Índice de Situação Atual (ISA) caiu 0,3 ponto para 99,3 pontos entre dezembro e janeiro, enquanto o Índice de Expectativas (IE) subiu 2,4 pontos no mesmo período, para 101,6 pontos, o maior patamar desde junho de 2018 (102,3 pontos). “Mesmo com a queda no ISA, se notarmos bem o indicador de janeiro desse ano, ele está com pontuação melhor do que o de janeiro do ano passado, de 96,2 pontos”, acrescentou Renata.





A especialista negou que a ausência de saldo positivo do ISA, juntamente com a queda de 1,2% na atividade industrial em novembro em relação a outubro - dado mais recente do setor divulgado pelo IBGE -, possa indicar nova rodada de retração na atividade industrial.





“Eu não vejo com preocupação [a queda na produção industrial], principalmente olhando os dados dessa prévia de janeiro”, disse. “Na prévia, notamos melhora nos indicadores de tendência de negócios para os próximos meses; e o emprego previsto está melhor”, afirmou ela sem citar percentuais, visto ser uma prévia.









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